A Academia Piauiense de Letras (APL), órgão máximo das letras no Piauí, foi fundada em 30 de dezembro de 1917, em Teresina. Suas raízes remontam a 1901, com iniciativas de egressos da Escola de Direito do Recife, mas a fundação efetiva ocorreu no salão do Conselho Municipal, liderada por intelectuais como Lucídio Freitas e Clodoaldo Freitas (seu primeiro presidente).
O objetivo central da APL é o cultivo da língua e o desenvolvimento da literatura piauiense. Originalmente composta por 30 cadeiras, a instituição expandiu seu quadro para 40 membros vitalícios na década de 1950, seguindo o modelo da Academia Francesa. Entre seus imortais históricos, destacam–se nomes como os poetas Da Costa e Silva e Félix Pacheco.
Durante décadas, a Academia funcionou sem sede própria, realizando reuniões em residências de sócios ou prédios públicos. Essa realidade mudou em 29 de abril de 1986, quando o governo estadual doou o atual casarão de linhas clássicas na Avenida Miguel Rosa. Hoje, o complexo conta com auditório próprio para sessões solenes e posses, consolidando–se como o principal guardião da memória literária e cultural do estado.