Academia Alagoana de Letras

A Academia Alagoana de Letras (AAL), fundada em 1º de novembro de 1919, após  processo de amadurecimento cultural marcado por tentativas anteriores que não prosperaram em 1909, 1910 e 1915. O movimento definitivo ganhou corpo sob a liderança de Jayme de Altavila e Arthur Accioly, que mobilizaram a elite pensante do estado para honrar as letras regionais. A assembleia de fundação ocorreu no Salão Nobre do Teatro Deodoro, em Maceió adotando a divisa “Ad gloriam”.

A AAL possui 40 cadeiras vitalícias. Ao longo de sua história, abrigou nomes de relevância nacional, como o dicionarista Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, o poeta Lêdo Ivo e o escritor Jorge de Lima, cujo nome hoje batiza a sede da instituição. Durante seus primeiros 50 anos, a Academia funcionou em espaços cedidos, como o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. A conquista da sede própria ocorreu apenas em 12 de março de 1971: a Casa Jorge de Lima, localizada na Praça Deodoro, é um edifício neoclássico do século XIX

Hoje, a Academia Alagoana de Letras permanece como o principal instituição da preservação da memória literária do estado. Além de suas sessões solenes e posses, mantém biblioteca especializada e promove atividades que conectam a tradição dos seus “imortais” com as novas gerações de escritores alagoanos, consolidando–se como um patrimônio histórico e cultural vivo.