A Academia Maranhense de Letras (AML), chamada de “Casa de Antônio Lobo”, foi fundada em 10 de agosto de 1908 por um grupo de 12 intelectuais liderados por Antônio Lobo. Sua origem é profundamente ligada à Oficina dos Novos, um grêmio literário que preparou o terreno para a criação da Academia. Com Gonçalves Dias como seu patrono geral, a AML nasceu para ser a guardiã da tradição intelectual da “Atenas Brasileira”.
A instituição consolidou seu modelo clássico de 40 cadeiras vitalícias em 1946. Após anos funcionando em sedes provisórias e enfrentando períodos de instabilidade, a Academia viveu um forte processo de revigoramento na década de 1940. Em 1950, retornou ao local de sua fundação: o imponente prédio da antiga Biblioteca Pública, doado em definitivo pelo Estado, onde permanece instalada até hoje.
Para além da literatura, a AML foi fundamental para a educação no estado, apoiando a criação da Faculdade de Filosofia e doando seu acervo bibliográfico inicial. Entre 1984 e 1986, a sede passou por uma restauração profunda, modernizando–se para abrigar a Livraria Maranhense e a Biblioteca Astolfo Marques. Atualmente, a Academia mantém uma presença vibrante através de publicações periódicas, concursos literários e o fomento a novas academias no interior do Maranhão.